Ufania I
Só o sapo de Arubinha nos derruba
Sérgio Augusto
A bola já rolou e eu—nós todos, isto sim, não pensamos em outra coisa. As bolhas no pé de Ronaldo nos preocuparam mais do que o vandalismo do MLST no Congresso. Discutimos mais sobre o responsável pelas bolhas—Ronaldo ou Nike?—do que sobre os responsáveis pela razia em Brasília. Discutimos mais sobre o favoritismo da seleção brasileira do que sobre o favoritismo de Lula nas próximas eleições. E não vai ser agora, que as bolhas secaram e o favoritismo cresceu, que mudaremos de assunto.
Ora, as bolhas. Uma coisa é certa: o pé do Ronaldo não engordou. O Fenômeno está visivelmente pesado e fora de forma, mas o pé da gente só engorda, ou incha, por obra de problemas cardíacos, hepáticos, varizes, etc, que não teriam passado despercebidos nos rigorosos check-ups a que todos os atletas da seleção foram submetidos. Na Copa passada, o roupeiro Rogelson Barreto amaciou as chuteiras, sempre novas, de nosso artilheiro, como, este ano, amaciou as de Cafu, que são da Lotto. Por que Ronaldo dispensou a ajuda de Barreto? Será que ele, impressionado pelo pomposo nome do novo calçado, Mercurial Vapor III (mais adequado para uma lâmina de barbear), estimou-o perfeito?
Ok, essa discussão já morreu. Mas a má forma de Ronaldo, não. Já perdemos a Copa de 98 por causa dele. A convulsão não foi culpa sua, mas a teimosia em querer jogar, sim. O resto ponham na conta de Zagallo e da Comissão Técnica, que, pressionados ou não pela Nike, não tiveram coragem de barrá-lo. Com Edmundo em seu lugar, teríamos atuado com onze jogadores menos tensos e ressabiados.
Nas últimas semanas, Ronaldo só nos deu más notícias. Bolhas, febre e noitadas regadas a champanhe. O colunista Fernando Calazans, que acompanha in loco a participação da seleção brasileira, escreveu há dias que a única atuação notável de Ronaldo, até agora, foi como DJ de boate suíça. Há quem defenda a tese de que só a presença dele em campo assusta os adversários. Balela. Se ele não estiver em forma, que entre Robinho em seu lugar. Já deveríamos ter aprendido a lição de que supercraques com problemas físicos ou psicológicos pouco ou nada ajudam. Quando não dão azar. Vide Zico (Copa de 1986), o próprio Ronaldo (Copa da França) e Roberto Baggio (Copa de 1994).
Usei a palavra azar com a nonchalance de quem nunca alcança mais de um ou dois pontos na Escala Zagallo de Superstição, característica rara num botafoguense. Estou otimista, acho que o nosso escrete sobra. Aliás, não é apenas a seleção que sobra, mas o nosso futebol, de modo geral. Haja vista a quantidade de jogadores brasileiros espalhados pelos melhores times do mundo. Só nesta Copa teremos cinco a defender outras seleções, três dos quais (Deco, Alex e Marcos Senna) com alguma chance de chegar às semifinais. E, se o Japão for longe, serão dois brasileiros: Alex e Zico.
Escrito por lumacieira5 às 10h28
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Ufania - final
Mesmo correndo o risco de ser acusado de secar o Brasil com o meu otimismo, com o meu complexo de galgo, e com aquele sinônimo de má sorte que por duas vezes já usei sem bater na madeira (tudo bem, aqui vai, seus supersticiosos: tóc! tóc! tóc!) afirmo: só mesmo um sapo de Arubinha poderia nos prejudicar. Que eu saiba, nem o técnico francês, nem o mexicano, nem o equatoriano, todos chegados a uma mandinga (o francês até já apelou para a astrologia na hora de escalar sua equipe, o mexicano insiste em hipnotizar seus jogadores e o equatoriano mandou um xamã de origem incaica exorcizar todos os estádios da Alemanha), possuem um fetiche tão poderoso quanto o sapo que Arubinha, ponta-esquerda do há muito extinto Andaraí, enterrou no campo do Vasco da Gama, depois de seu time ser humilhado com uma goleada de 12 a 0, no campeonato carioca de 1937. Além do batráquio, Arubinha rogou esta praga: “Se há um Deus no céu, o Vasco tem de passar doze anos sem ser campeão.” Oito anos sem um título o Vasco passou.
Temos problemas na seleção? Temos. Mas eles são relativamente poucos e corrigíveis. Se a defesa se acertar (sobretudo nas bolas altas), Cafu e Roberto Carlos provarem que não perderam o gás, Ronaldinho repetir o que faz no Barcelona, Kaká continuar comendo a bola, não tivermos vergonha de segurar o jogo, como deixamos de fazer na Copa de 82 contra a Itália, e Ronaldinho e Rogério Ceni pararem com aquela tola disputa para ver quem acerta mais vezes o travessão chutando de fora da área (bola no travessão não é gol, meninos), o caneco virá para cá de novo.
Quanto a contusões, só as seleções de Portugal e México, entre as grandes, não as tiveram até agora. A Itália padeceu quatro baixas, a França perdeu Cissé, a Alemanha estreou sem Ballack, por pouco a Inglaterra não fica sem Wayne Rooney. Estamos no lucro. Perdemos Edmilson. Ninharia. Vale lembrar que começamos a ganhar a Copa da Ásia quando perdemos Emerson, que, justiça se faça, melhorou muito nos últimos quatros anos. Emerson é, hoje, na pior das hipóteses, um eficiente Brucutu light.
Mas é claro que autoconfiança em demasia prejudica. Por soberba e libações em excesso já perdemos, pelo menos, dois mundiais. Comemoramos de véspera a Copa de 38, com muito champanhe, promessas (cada jogador ganharia uma casa de presente), mas uma pexotada de Domingos da Guia, no dia seguinte, contra a Itália, nos alijou da final. Repetimos a irresponsabilidade na Copa de 50, desperdiçando a vantagem de jogar em casa. Manchetes de três jornais brasileiros na manhã da final contra os uruguaios: “Hoje o Brasil vai comemorar o título!”, “Brasil, Campeão do Mundo!”, “Hoje é o dia da glória suprema!” Na véspera, nossos jogadores, deificados e bajulados por políticos e cartolas, só conseguiram ir para a cama às onze da noite, e às sete da manhã de domingo já estavam de pé.
Favoritismo ajuda mais do que atrapalha. A principal conseqüência do favoritismo é deixar os adversários preocupados e nervosos. Tamanha é a certeza do hexa, que o jornal inglês The Guardian pediu a leitores e entendidos que apontassem não o mais provável campeão, mas “a Grécia do torneio”, ou seja, o mais provável azarão da Copa. (A seleção grega venceu a Copa Européia de 2004.) Franklin Foer, editor sênior da revista The New Republic e autor do ótimo livro Como o Futebol Explica o Mundo (Jorge Zahar Editor), apostou na Espanha. Mas, como era de esperar, anunciou que torcerá pelo Brasil.
O escritor Nick Hornby, apesar de inglês, já está gritando “allez les bleus!”. Fechou com a França porque seu time, o Arsenal, está cheio de franceses. O americano Sean Wilsey, editor da revista McSweeney’s, espera que os checos eliminem a seleção canarinho e, caindo pelas tabelas, disputem a final com a equipe dos EUA, que levaria a melhor. O famoso blogueiro escocês Alex Massie resolveu torcer pelos argentinos. “O futebol brasileiro é uma graça, mas não dá pra se viver só de champanhe, não é?”, explicou-se.
Há quem discorde. E somos milhões. De todas as nacionalidades.
Escrito por lumacieira5 às 10h27
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Ronaldos
José Roberto Torero
O "inho" x o "ão"
Ronaldinho ou Ronaldão: qual deles será nosso xodó nesta Copa?
É CLARO que o "versus" acima é uma licença poética. Os dois jogam no mesmo time, são amigos e até agora não demonstraram nenhuma disputa pessoal. Mas, mesmo que não lutem por isso, um dos dois deve ser o nosso xodó nesta Copa do Mundo. Há várias coincidências entre eles. Já ganharam o prêmio de melhor do mundo, são dentuços, venceram o último Mundial, jogam nos dois maiores clubes da Espanha e se chamam Ronaldo, que não é um nome comum. Mas, em relação às suas carreiras, os dois estão em momentos tão diferentes quanto seus cabelos. Ronaldinho está no ápice. Foi campeão europeu e espanhol, está sendo comparado a Pelé e tem uma vida particular discreta. Ronaldão não está num bom ano, seu time está em crise e sua vida particular tem ares de fotonovela. Até aqui, tudo indicava que os olhos da torcida estariam vidrados em Ronaldinho. Mas os últimos acontecimentos (a boate, as bolhas, a febre e o entrevero com Lula) colocaram Ronaldão no meio do redemunho. Ele passou a ser o dono das manchetes, a estrela da seleção. Os dois podem até ser tema de bolão: quem será nosso principal Ronaldo, o "ão" ou o "inho"? A lógica aponta o "inho", mas o "ão" tem a vantagem de estar mais perto da área, e um gol em Copa vale muito. Ainda mais para ele, que está perto de ultrapassar Pelé como o maior artilheiro brasileiro no torneio e não está longe de ficar à frente de Gerd Müller, o maior goleador da história dos Mundiais. Numa entrevista para a TV, acabaram me perguntando quem eu achava que seria o craque da Copa. Disse que seria Ronaldinho, porque sou um sujeito racional, e ele é o principal atleta da principal seleção e está em ótima forma. Mas uma pulga atrás de minha orelha resmungava: "Vai ser o Ronaldão, seu tonto, o Ronaldão...". Não sei qual das duas está certa, se a razão ou a pulga, mas amanhã começaremos a ter essa resposta. O importante é que, em qualquer dos dois casos, nós, torcedores do Brasil, sairemos ganhando.
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Escrito por lumacieira5 às 23h30
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Ronaldo
Ronaldo sente tontura e é avaliado em uma clínica de Frankfurt
No dia de folga depois da vitória sobre a Croácia, o atacante Ronaldo deixou a concentração da seleção brasileira durante a tarde desta quarta-feira em Königstein, na Alemanha, para fazer exames médicos em uma clínica em Frankfurt, de acordo com a "Folha de S. Paulo". O site oficial da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou que Ronaldo reclamou de tonturas e dores de cabeça e passou por exames para detalhamento do problema. A entidade disse que não foi "constatada nenhuma anormalidade" e que ele está confirmado no treino desta quinta
Escrito por lumacieira5 às 23h28
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PARCIAL - fim da 1ª rodada
Eis os pontos, salvo engano.
ANCELMO - 43
FERNANDO - 39
LUCIANO - 37
M.CLARA - 33
RAFA - 32
HUMBERTO - 31
JOÃO MARCOS - 29
ARANHA - 26
FLAVIO - 26
PAULO - 23
Escrito por lumacieira5 às 23h15
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O Brasil na Copa Reinaldo Azevedo
Vinicius Torres Freire escreveu na Folha, nesta segunda (clique aqui), um artigo bastante pertinente a respeito. Segundo ele, “O favoritismo do Brasil na Copa leva-nos ao ápice da euforia angustiada típica de gente insegura ou maníaco-depressiva. A vitória causa-nos um breve momento de arrogância. Breve, pois o nacionalismo brasileiro é ‘soft’, mistura de insegurança e condescendência amistosa com os derrotados no ‘gramado de batalha’.” Não há como discordar. Chama-me atenção essa “euforia angustiada”: sabemos que o nosso time é o melhor, mas é visível o temor de uma tragédia.
Historiadores diriam que são ecos de 1950 ou de 1982. Talvez devêssemos pedir o concurso dos antropólogos: há um pouco mais do que isso. Parece que estamos, como povo, escapando sempre de um destino que se desenha nas trevas, sem, no entanto, alçar vôo. Falta-nos, como diria Sá Carneiro, um “golpe d’asas”. Some-se a isso o fato de que o futebol não é como basquete. Nesse esporte, um jogo de muitos pontos, quem for melhor a maior parte do tempo ganha. Inevitável e fatalmente. Uma das (des)graças do futebol está no imponderável. Há povos que acreditam que ele está sempre a seu favor. Não é o nosso caso. Exceção feita ao futebol, a gente se acha um pouco mixuruca e perseguido, como aquela hiena chata de um desenho animado. E não sem razão.
Tinha 21 anos em 1982. Os que ainda não eram nascidos ou eram muito jovens precisam saber: o país experimentava, então, esta mesma certeza temerosa de agora, esta mesma “euforia angustiada”. O time contava com menos estrelas do que este de hoje, mas era visivelmente superior aos adversários. E fazia questão de jogar bonito, razão, disseram muitos, do desastre. Telê Santana botou a rapaziada para jogar lá na frente e se descuidou da defesa. Oferecíamos o espetáculo da irracionalidade criadora. Que eu me lembre, só o já veterano comentarista Orlando Duarte fazia as vezes do nosso Velho do Restelo: quem não sabe do que falo deve procurar a referência no “Canto IV” d’Os Lusíadas, de Camões (pode ser depois do jogo):
Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade, a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça Cua aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, Que crueldades neles experimentas! Dura inquietação d'alma e da vida, Fonte de desamparos e adultérios, Sagaz consumidora conhecida De fazendas, de reinos e de impérios! Chamam-te ilustre, chamam-te subida, Sendo digna de infames vitupérios; Chamam-te Fama e Glória soberana, Nomes com quem se o povo néscio engana; A que novos desastres determinas De levar estes Reinos e esta gente? Que perigos, que mortes lhe destinas, Debaixo dalgum nome preminente? Que promessas de reinos e de minas De ouro, que lhe farás tão facilmente? Que famas lhe prometerás? Que histórias? Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?” Não adiantou. Estávamos bêbedos (com “e” mesmo!) de tanto talento. Éramos, como num outro poema, este de Cecília Meireles, uma “criança com uma flor na mão”. Mas a flor lá se foi, desfez-se o breve encanto, e sobreviveu a criança. E não sabíamos o que fazer, depois, da derrota, tão “traídos estávamos em nosso sonho e nosso ardor” (Drummond de novo, falando da Copa de 70, esta vitoriosa).
Por mais que seja uma figura bastante contestada, gosto do temperamento de Carlos Alberto Parreira. Parece-me ser uma âncora de frieza nessa alta voltagem de talentos. Com suas pranchetas e suas teses sobre permanecer o maior tempo possível com a bola no pé, só arriscando o gol quando, de fato, se abre uma oportunidade, o que é mais exceção do que regra nos 90 minutos de um jogo, parece apto a pôr certa ordem nesta compulsão à orgia criativa, nesta vocação para esbanjar talentos, em nosso futebol mais romântico que parnasiano; mais atraído pelo misto de heroísmo, tragédia e redenção do que pela geometria.
Só o excesso pode tirar a vitória do Brasil: o verso não limado, a palavra não escolhida a dedo, o sentimentalismo autocomplacente, o drible confessional. Uma penca de talentos está lá, mas é Parreira quem tem de ganhar a Copa com sua geometria da composição. Ora, dirão: só o Brasil é pentacampeão. É verdade. Em pelo menos duas das cinco conquistas, foi preciso não ter medo de jogar feio e saber se articular, literalmente, com as regras do jogo. É só disso que precisamos.
É claro que prefiro uma partida com muitos gols. Só estou dizendo que tenho certo receio do encantamento narcísico, que põe a perder jogos e vocações. Quando o atleta se torna um deus olímpico, deixa de se ajoelhar no altar da geometria. Ronaldinho Gaúcho, em particular, terá de tomar cuidado para não se deixar encantar com a imagem que vê refletida nos olhos daqueles que o admiram. Ronaldo (que gostaria de fazer perguntas a Lula) está imune. Já foi mergulhado no rio da morte e voltou. Se não lhe faltarem condições físicas, é o outro aporte de racionalidade com o qual Parreira poderá contar.
Se vocês lerem o excelente texto do articulista da Folha, verão que sou, digamos, menos crítico do que ele e não vejo o futebol como uma espécie de metáfora ou alegoria às avessas do nosso caráter, ainda que considere a leitura bastante tentadora. Observo que ele acerta em cheio quando desmoraliza as tolices deterministas ou oportunistas às quais se deveria este nosso jeito de ser: “herança católica e escravocrata, a políticos, economistas, perdas internacionais, bancos, saúvas”.
Não sei qual é a sua hipótese. A minha é simples: convivemos mal com as leis, mesmo as democraticamente instituídas, e com as regras do jogo. E o mau exemplo tanto está em cima como embaixo, tanto entre ricos como entre pobres. A rotina da impunidade vai-se misturando à miséria, explorada pela demagogia populista, e entramos no círculo infernal.
E por que o futebol nos mobiliza tanto e parece fazer tábula rasa de nossos problemas? É o esporte mais popular do mundo, mas é evidente que temos uma relação particular com ele por conta de nossas muitas estrelas, a começar do já mítico Pelé. Mas não é só isso. Cidadãos de países que encontraram um caminho, que não vivem neste permanente “quase”, encontram outros caminhos para plasmar uma identidade.
Vejam o caso do futebol americano, cujas regras nunca entendi. Os Estados Unidos não se ocupam de ser melhores do que seus vizinhos. Só os adversários internos interessam. Isolacionistas, querem que o resto do mundo se dane. Não precisam levar pandeiro e tamborim para terras ignotas. Mandam soldados. Os brasileiros não têm muito com o que contar, a não ser com esse exibicionismo temeroso, essa alegria que faz tremer de medo a comissura dos lábios. Discordei à toa de Torres Freire. Ele está certo.
“Nóis é pobre, mais nóis é jóia.” Que seja de goleada!
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Escrito por lumacieira5 às 19h11
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Produto bom
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As bolhas da Nike |
A empresa apostou todas as fichas de marketing na Copa do Mundo. De repente, Ronaldo, seu garoto- propaganda, tem problema com o produto. O que fazer? |
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| Por Milton Gamez |
Uma tragédia esportiva aconteceu na Alemanha. A própria Nike, fabricante do supercalçado que o campeão mundial usava naquele momento fatídico, usou palavras fortes para descrever o vexame: “Foi um fracasso completo e absoluto. Uma experiência humilhante. Dava para ver o sofrimento no rosto dele, à medida que percebia o que estava ocorrendo. A reputação estabelecida de tentar ajudar os atletas a alcançarem velocidade foi toda por água abaixo.” Parece que foi na semana passada, mas estas afirmações, que ainda hoje estão no site da empresa na internet, referem-se ao Campeonato Mundial de Atletismo, em Stuttgart, em outubro de 1993. Naquele torneio, o velocista americano Quincy Watts, medalha de ouro nas Olimpíadas de 1992, era o favorito da corrida de 400 metros rasos, mas terminou a prova em quarto lugar, depois que o seu tênis Nike desintegrou-se em plena prova. Qualquer semelhança com o drama das bolhas nos pés do craque Ronaldo, às vésperas da 16ª Copa do Mundo de Futebol, não é mera coincidência.
Escrito por lumacieira5 às 23h55
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Porrada
Após fiasco, suecos trocam socos no vestiário
O capitão da seleção da Suécia, Olof Mellberg, e seu companheiro Fredrik Ljungberg protagonizaram uma briga no vestiário pouco depois do empate de 0 a 0 com Trinidad e Tobago, no sábado.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira por jornais suecos, e confirmada pelo porta-voz da seleção, Thomas Saleteg.
Os dois jogadores já tiveram um entrevero durante um treino na Copa do Mundo da Ásia, em 2002, depois que Melberg deu uma forte entrada no colega.
Segundo a imprensa da Suécia, a briga de sábado começou porque Ljunberg reclamou dos "chutões" da defesa --especialmente de Mellberg-- no confronto com os trinitários. Ambos se atracaram e tiveram de ser separados.
Escrito por lumacieira5 às 23h54
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Na área
Apesar da gripe Evo Morales, que nos tira todo o gás, vi a maior parte dos jogos, salvo quando me deixava dominar pelo sono. Do que eu vi nos jogos é o seguinte: o time inglês não é de nada. Vai com muito ímpeto, mas, como bem observou o Galvao (finalmente!), se o adversário mostra força, os ingleses logo se recolhem à sua insignificância futebolística. Não têm raça. A Costa do Marfim é forte, mas inexperiente. Enfrentou uma das equipes mais potentes, a Argentina, forte candidata ao título. Os africanos podem fazer boa figura, mas não devem ir muito longe. Fogo de palha. O Equador talvez chegue à segunda fase. A Suécia foi bastante inexpressiva e a Polônia uma nulidade total, somente superada pelo Paraguai. Trinidad fez fez aquele jogo de segurar o empate. Parecia até o Fluminense. E a Alemanha era aquela coisa de sempre. Muita presença e força, mas pouca originalidade. Portugal decepcionou. Sérvia e Holanda prometiam, mas parecem ter ido com muita sede ao pote, e o jogo que começou muito bem caiu. Mas são dois bons times. O México ainda tem que mostrar que não é apenas folclore.
Luciano
Escrito por lumacieira5 às 19h20
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Parcial 11/junho
Acionados os poderosos computadores da nossa central de apurações, os primeiros resultados indicam o seguinte:
Rafa - 24 pontos
Ancelmo - 21
Fernando - 20
Luciano - 19
Flávio - 17
M.Clara - 14
Aranha - 12
Humberto - 13
Paulo - 12
João Marcos - 10
Escrito por lumacieira5 às 19h13
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Argentina se suma a la tendencia
Otro campeón del mundo que debuta con victoria sin apenas despeinarse. Decepcionó la selección africana, que sólo soñó en los minutos finales con el tanto de Drogba.
IVÁN CASTELLÓ ELPAIS.es - Deportes - 10-06-2006
Saviola y Crespo, en espera del suplente Messi, resolvieron en un cuarto de hora del primer tiempo el anunciado duelo igualado con los marfileños. El Grupo de la Muerte no rompe la moda de este Mundial. Ganan los campeones del mundo, los favoritos. Costa de Marfil sólo mejoró con la entrada tardía de Arouna Koné.
Salió la albiceleste psicoanalizada, que parece como muy argentino. Y efectivo. Por lo visto en Hamburgo. El fracaso de hace cuatro años, con la eliminación en la primera fase de la Copa del Mundo disputada entre Corea del Sur y Japón, ha servido de lección a Argentina. Ha aprendido de los errores. Con prudencia, Pekerman armó un bloque, que funcionó como tal. Sin Messi, lo cual es una pena, pero con la efectividad de dos que casi siempre cumplen ante la misión última de esta pasión que es el fútbol, el gol. Y es que Crespo lleva toda su vida unido a la eficacia, entre Italia e Inglaterra y con su selección, y Saviola, sin hacer ruido, es buen futbolista, de los que con minutos y responsabilidad rellenan su tarjeta sobre el par, al menos. Costa de Marfil, subcampeona de África, ya había avisado con su amistoso en Valladolid frente a España que no iba a tirar cohetes en el Mundial. Que posiblemente fuera Ghana la sorpresa africana del campeonato, que siempre hay una procedente del continente negro. Y no tuvo contundencia. Ni demasiado estilo. Ahogado por la presión de la albiceleste, encajó dos goles en el primer tiempo y se libró del tercero porque no le concedieron a Ayala un gol fantasma a los 59 minutos.
En el primer tiempo, antes de la pegada de los de Pekerman, hubo intercambio de golpes. Tanteo con balones de ida y vuelta hacia las áreas. Así hasta que ‘Valdanito’ Crespo la agarró tras una falta de Riquelme. Mazazo a Costa de Marfil, confianza para el que anotó, refrendada con la segunda diana, de Saviola, el ‘Conejo’ de la chistera, el que puede dejar a Messi sin el protagonismo anunciado en este campeonato.
De nuevo, cómo no, participación de Riquelme, el alma de un grupo, que es la clave del balompié asociación que caracteriza a esta Argentina que ha mirado en su interior/pasado para no cometer errores. Juegan práctico, con ese toque italiano utilitarista esencial para aguantar el marcador con el 1 final en la casilla quinielista, y se confirman como lo que son, favoritos a todo. Alemania, Inglaterra y Argentina. Tres campeones del mundo que han arrancado con victoria. Como debe ser.
¿Y Koné?
En Costa de Marfil se echó de menos más valor en Henri Michel, experto en el manejo de selecciones africanas. ¿Por qué? Porque no salió de titular con Arouna Koné, una especie de Ronaldo/Ronaldinho que dará que hablar. Ya lo hace en el PSV. Eboué, Kolo Touré y Drogba no hicieron nada especial hasta que el del Chelsea recortó en los minutos finales con un gol de palanca, de remate clásico de 9. Fue como si el debut mundialista de esta nación les hubiera impresionado. Eso y lo que les pasará como no se clasifiquen. El oprobio de sus dirigentes, en un país que se desangra en una guerra civil.
Pero eso es ya otra historia, de esas del tercer mundo..
Escrito por lumacieira5 às 08h49
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