Primeiros casos de doping na Copa
Cada jogador da seleção da Espanha vai ganhar 1,5 milhões de reais se voltarem da Alemanha com a taça.
VILLINGEN, Alemanha - Se a seleção espanhola conquistar o título da Copa do Mundo, a Federação do país já prometeu premiar com 540 mil euros (cerca de 1,5 milhão de reais) cada jogador. A Inglaterra irá pagar a segunda maior premiação. Se David Beckham e CIA. conquistarem o bicampeonato, a Federação de seu país promete pagar 438,1 mil euros.
Em terceiro, os italianos ganhariam 250 mil euros caso voltem com o tetra da Alemanha. Seleções menos favorecidas como Togo e Trinidad e Tobago deverão premiar seu atletas com 150 mil euros, no total, caso eles conquistem a tão sonhada taça.
A Espanha está no Grupo H, ao lado de Tunísia, Arábia Saudita e Ucrânia - adversário da estréia, dia 14 de junho, em Leipzig. A Inglaterra está no Grupo B - junto com Trinidad e Tobago e Suécia - e encara o Paraguai na estréia, dia 10, em Frankfourt. Na Chave E, a Itália terá como adversárias, Gana, República Checa e Paraguai, contra quem faz a estréia, dia 17, em Kaiserslautern.
Escrito por lumacieira5 às 08h33
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Pelé não sabe votar
Pelé aposta no Equador como uma das surpresas da Copa (agência Estado)
BERLIM - Para Pelé, a seleção do Equador deverá se classificar em segundo lugar no grupo A, atrás apenas da Alemanha, e a equipe sul-americana deverá ser uma das surpresas do Mundial. Em comentário publicado nesta quarta-feira pelo jornal polonês Gazeta Wyborxza, o ex-jogador disse ainda que os alemães não deverão ter problemas para atuar diante de seu próprio público, já que são jogadores experientes. Pelé concordou com as previsões que apontam o Brasil como o grande favorito ao título, mas lembrou que não se pode esquecer os piores pesadelos do passado, como a perda do título do Mundial de 1950 para o Uruguai, em pleno Maracanã. "Além disso, em 1982 nós fomos eliminados na segunda fase, e em 1998 nós perdemos a final para os franceses por 3 a 0". Além do Brasil, o tricampeão mundial apontou Itália e Argentina como adversários muito fortes, e fez uma ressalva sobre a Holanda: "Tenho uma opinião diferente sobre os holandeses. Eles são excelentes, mas ainda muito jovens. Por essa razão eu acho que ainda terão de esperar um pouco para conquistar um título mundial", afirmou.
Escrito por lumacieira5 às 15h01
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Escrito por lumacieira5 às 08h44
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Guilherme Fiuza
O lateral Roberto Carlos foi levar sua camisa autografada ao presidente Lula antes de viajar para a Copa da Alemanha. Não há o menor vestígio de humildade no comportamento dos jogadores da seleção brasileira. Antigamente, o beija-mão palaciano era restrito ao momento da volta, quando os guerreiros iam buscar sua condecoração após a batalha. Agora, a batalha é um detalhe. Já tem muito brasileiro dizendo que não basta ganhar a Copa, é preciso “dar espetáculo”. E lá vão os Globe Trotters verde-amarelos para a Alemanha com a receita perfeita para a derrota. Os brasileiros são assim mesmo. Oscilam da auto-piedade mais miserável à arrogância mais histérica. Lula é o exemplar-síntese desse caráter. Poucos meses atrás, bombardeado pelo escândalo do mensalão, mal conseguia levantar da cama para governar. A imprensa queria saber quando o governo ia acordar, mas não se ouvia uma palavra do presidente sobre qualquer assunto. Mas o povo esqueceu o mensalão, as pesquisas de opinião embalaram a campanha da reeleição e Lula saiu por aí falando categoricamente sobre tudo. Sua última pérola foi dizer que “infelizmente a lei neste país” impede a programação de gastos públicos a menos de seis meses da eleição. Seria chocante, absurda, surrealista uma declaração dessas vinda do chefe da nação, bombardeando a maior conquista recente da administração pública no Brasil – a responsabilidade fiscal. Seria de fato ultrajante, se a opinião pública não fosse dócil aos delírios de grandeza de quem está circunstancialmente por cima. Da depressão profunda, Lula passou à onipotência desvairada, a ponto de se considerar acima da lei. E o povo aplaude: ninguém segura esse presidente, ninguém segura o escrete canarinho, conosco ninguém pode. No terreno da política, esses são os ingredientes perfeitos para o autoritarismo (ver jornada venezuelana). Mas nenhum brasileiro se sentirá às vésperas de uma guinada autoritária quando se está às vésperas de uma Copa do Mundo. E no terreno do futebol, a empáfia e a onipotência são os ingredientes perfeitos para o fracasso. Milionários e entediados, os jogadores da seleção brasileira pediram, pela primeira vez, para ficarem concentrados em quartos individuais. Nada daquele clima de colégio interno, tendo que conviver com as cuecas e os roncos do companheiro de time. São todos celebridades, donos de fundações, produtos comerciais altamente rentáveis, verdadeiras ONGs ambulantes. Não faz sentido para suas excelências passarem a vida se deslocando em helicópteros e jatinhos e, na hora da Copa, ter que se meter num acampamento de escoteiro. Mas seus empresários e relações públicas já contornaram esse contratempo. Cafu, o pior lateral direito de uma seleção brasileira campeã, é candidato à sua quarta final de Copa do Mundo. O recorde é de fato impressionante, mas só interessa ao próprio Cafu, à família do Cafu, à ONG do Cafu e aos almanaques esportivos. A permanência dele e de Roberto Carlos, o que foi beijar a mão de Lula antes da hora, no time que vai à Copa é um mistério insondável. Não jogam nada em seus times há muito tempo, não precisam conquistar mais nada esportiva ou financeiramente, e não largam o osso. São titulares da panelinha vitalícia da CBF. Carlos Alberto Parreira, o técnico, é outro que está empanturrado. Já ganhou Copa, já ganhou dinheiro, já ganhou o mundo. Tudo o que quer é administrar o seu sossego. Palavras bem medidas, convocação de jogadores sem polêmicas, escalação do time como o povo quer. Como se sabe, o povo, assim como o Pelé, entende muito pouco de futebol. Mas essa seleção blasé está convencida de que vai à Alemanha para um desfile de celebridades. Por isso, até o metódico Parreira cedeu à tentação populista de montar um time fashion. A seleção que vai à Copa está pessimamente escalada. Os laterais Cafu e Roberto Carlos não correm mais atrás de ninguém, e no meio-campo há um único jogador de marcação, o igualmente ancião Emerson. Os dois zagueiros devem estar em pânico. Dali para frente, só malabaristas. E não será sequer um time forte na armação de jogadas, porque o tal quadrado mágico – Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano – é todo de atacantes corredores, com pouquíssimo expediente no departamento de planejamento e articulação do jogo. Um time visivelmente desequilibrado e vulnerável. Mas quem vai querer desafinar o oba-oba? Ronaldo, que não joga há muito tempo, reapareceu com pinta de halterofilista. A Copa de 2002 ele já ganhou com um futebol minimalista, jogando a la Romário, um Fenômeno nada exuberante. Agora aos 30 anos está sisudo, suscetível, levemente magoado com as cobranças (dos tempos de exaltação ninguém reclama). Ronaldinho Gaúcho é gênio, mas sua genialidade apareceu jogando num time, não num desfile de celebridades. E é um dos mais vulneráveis aos pedidos do povo para que a seleção “dê espetáculo”, por sua ainda não domesticada vocação circense. Futebol não é circo, nem desfile de moda. A história mostra que futebol bonito é futebol eficiente – basta lembrar de Zico, Rivelino, Maradona e Pelé. Jogadores magistrais, mas que jamais se afastaram um milímetro da objetividade. Sempre buscaram o caminho mais direto para o gol, e o espetacular estava tão somente nas formas que encontravam para abrir esse caminho. Mas o Brasil pentacampeão está empanturrado. A taça não basta. Quer ver Robinho pedalando de marcha-à-ré, Roberto Carlos dando salto mortal, Ronaldinho olhando para um lado e tocando para o outro. Parreira Fashion Week. Está pronta a crônica do desastre.
Escrito por lumacieira5 às 08h03
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JOSÉ ROBERTO TORERO
Saudade do Galvão
Vi o amistoso pela TV local, e estamos melhores tanto na bola quanto na TV
LONGÍNQUO leitor, distante leitora, já estou na Alemanha e assisti pela televisão local ao amistoso entre Brasil e Nova Zelândia. Mas não vi o jogo sozinho. Em meu quarto havia vários amigos brasileiros que também estão aqui para a Copa. E eles ficaram falando o tempo todo, sem me deixar ver a partida direi.to. Preta reclamava toda hora do narrador: "Não dá para entender nada do que ele fala. Nunca pensei que fosse ter saudade do Galvão...". Gulliver sentiu falta dos melhores momentos no intervalo: "Eles ficam dando notícias?! O que pode ser mais importante que os gols?". Falando nisso, Raimundo, o rei do submundo, sentiu falta do longo grito de gooooool. "É como se fosse o João Gilberto narrando. Sou mais o Vicente Celestino." Bento, o agourento, disparou contra o adversário: "Se é para enfrentar um time desses, é melhor jogar contra os reservas". Mas Batista, o otimista, logo contestou: "O importante é que fizemos 12 gols nos dois amistosos e não tomamos nenhum". Lelê, que vai estrear um blog hoje (http://blogdo lele.blog.uol.com.br), corria pelo quarto driblando as cadeiras com uma bola imaginária enquanto Tico e Teco resmungavam que a fórmula da Copa é muito simples. Por fim, Zé Cabala adivinhou que o resultado do jogo seria 4 a 0 (é bem verdade que fez isso quando faltava só um minuto, mas não se pode negar que o mestre dos mestres acertou outra). Logo depois da partida entrou um pequeno programa esportivo de uns dez minutos, e aí sim houve alguns comentários sobre a partida. Uma bela loira, um ex-jogador alemão (Rudi Völler) e um comentarista falaram rapidamente e mostraram os gols. Mas o mais divertido ainda estava por vir: serviram caipirinha e comida brasileira para um grupo sentado numa longa mesa, e uma bateria de escola de samba vestida com a camisa do Brasil encerrou o programa. Pelo jeito, estamos melhores em futebol e em programas esportivos.
Escrito por lumacieira5 às 08h00
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